O concurso da Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas oferece 10 vagas para Procurador do Estado de Alagoas – 1ª Classe, mais 10 em cadastro de reserva, com remuneração inicial de R$ 35.877,28 e jornada de 20 horas semanais. A banca é a Cebraspe, as inscrições vão até 18 de maio de 2026 e as provas objetiva e discursiva acontecem em dias seguidos: 11 e 12 de julho de 2026. O curso do Discursiva na Prática para a PGE-AL foi estruturado para cobrir os dois eixos de avaliação da discursiva da banca: o conteúdo jurídico e a técnica de redação que compõe parte direta da nota.
O que é a PGE-AL e por que o cargo de Procurador é diferente
A Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas é o órgão responsável pela representação judicial e extrajudicial do Estado de Alagoas e pelo assessoramento jurídico do Poder Executivo estadual. Na prática, o Procurador do Estado atua na defesa dos interesses do ente público em todas as instâncias, desde ações ordinárias em varas estaduais até recursos nos tribunais superiores, passando por consultoria às secretarias e autarquias do governo alagoano.
O que distingue o cargo de outros postos jurídicos no serviço público estadual não é apenas a remuneração: é a posição institucional da carreira. A PGE não está subordinada a uma secretaria específica nem sujeita às variações de cada gestão do Executivo. O Procurador integra uma carreira de Estado, com autonomia funcional, estabilidade institucional e atribuições fixadas em lei, o que confere condições de trabalho qualitativamente diferentes das encontradas em assessorias jurídicas de órgãos sujeitos à alternância política. A jornada de 20 horas semanais com remuneração acima de R$ 35 mil reforça esse perfil.
Ficha técnica do concurso PGE-AL 2026
Dado | Informação |
Banca | Cebraspe |
Cargo | Procurador do Estado de Alagoas – 1ª Classe |
Vagas | 10 + 10 cadastro de reserva |
Inscrições | 13/04/2026 a 18/05/2026 |
Data da prova objetiva (P1) | 11/07/2026 – duração de 5h |
Data da prova discursiva | 12/07/2026 – P2 (manhã, 4h) + P3 (tarde, 4h) |
Cidade de aplicação | Maceió (AL) |
Remuneração | R$ 35.877,28 |
Jornada | 20 horas semanais |
Vagas e modalidades
O concurso oferece 10 vagas na ampla concorrência e outras 10 no cadastro de reserva para o cargo único de Procurador do Estado de Alagoas – 1ª Classe. As vagas seguem a distribuição prevista em lei para as modalidades de concorrência (ampla concorrência, pessoas com deficiência, pretos ou pardos), conforme critérios estabelecidos no edital.
Quanto vale cada etapa e o peso real da discursiva na PGE-AL
Prova | Pontuação máxima | Percentual |
Objetiva (P1) — 100 questões de múltipla escolha | 100 | 32,26% |
Discursiva (P2 + P3) | 100 | 32,26% |
Oral | 100 | 32,26% |
Títulos | 10 | 3,22% |
Total | 310 | 100% |
A discursiva vale o mesmo que a prova oral: um terço da nota total cada. O que isso significa na prática é que chegar à oral com uma nota fraca na discursiva já impõe uma desvantagem aritmética difícil de reverter. Mais do que isso: é a nota da discursiva que determina quem chega à oral. O candidato eliminado na P2 ou na P3 não participa das etapas seguintes, independentemente do desempenho na objetiva.
Os mínimos são triplos e cumulativos: 50 pontos na P2, 50 pontos na P3 e 60 pontos na média final entre as duas. Não atingir qualquer um desses três patamares encerra a participação no concurso.
Vale registrar também uma particularidade desta prova objetiva: diferentemente do modelo certo/errado que a Cebraspe adota habitualmente, a P1 da PGE-AL será de múltipla escolha convencional (A, B, C, D e E). Para quem treinou a lógica do C/E, vale ajustar a estratégia na objetiva também.
Como será a prova discursiva da PGE-AL 2026
A prova discursiva é dividida em duas sessões no dia 12 de julho de 2026:
P2 (manhã, 4 horas): 5 questões dissertativas, cada uma valendo até 20 pontos e com limite de 20 linhas por resposta. Total: 100 pontos.
P3 (tarde, 4 horas): 1 peça judicial ou parecer jurídico elaborado a partir de problema prático, de até 120 linhas, valendo 100 pontos.
O conteúdo abrange Direito Administrativo, Civil, Constitucional, do Trabalho e Previdenciário na Administração Pública, Financeiro, Processual Civil e Tributário. O uso de caneta esferográfica de material transparente com tinta preta é obrigatório.
A especificidade da Cebraspe nas provas jurídicas de alto nível
A Cebraspe avalia a discursiva em dois eixos simultâneos: conteúdo jurídico e microestrutura textual. Na PGE-AL, a banca alterou o peso tradicional reservado à escrita: a correção gramatical e a coerência textual respondem por 30% da nota da P2 e da P3, muito acima dos 5% que costumam aparecer em outros concursos da mesma banca. Ao mesmo tempo, os erros de microestrutura descontam apenas da nota de escrita, sem afetar a nota de conteúdo. O candidato que sabe o Direito mas negligencia a forma entrega pontos diretamente para os concorrentes.
Como a Cebraspe corrige a prova discursiva da PGE-AL
Questões dissertativas (P2)
Cada uma das 5 questões é avaliada em duas dimensões:
Conteúdo (NCi): até 14 pontos. Domínio do tema jurídico, qualidade da argumentação e objetividade na resposta aos tópicos solicitados.
Escrita (TRELi): até 6 pontos. Avalia português, organização, coesão e erros gramaticais. A fórmula de cálculo é:
TRELi = 6 − (3 × número de erros ÷ número de linhas)
Exemplo prático: 20 linhas escritas com 4 erros resultam em TRELi = 6 − (12 ÷ 20) = 5,4 pontos. A nota final da questão é NCi + TRELi. Com conteúdo em 10 pontos, por exemplo, e escrita em 5,4, a nota da questão seria 15,4.
A nota total da P2 é a soma das cinco questões. Abaixo de 50 pontos: eliminado.
Peça técnica (P3)
A mesma lógica:
Conteúdo (NC): até 70 pontos.
Escrita (TREL): até 30 pontos.
Fórmula:
TREL = 30 − (15 × número de erros ÷ número de linhas)
Exemplo: 40 linhas com 8 erros resultam em TREL = 30 − (120 ÷ 40) = 27 pontos. Com conteúdo em 55, por exemplo, a nota da peça seria 82.
Nota final das discursivas
A nota final da etapa discursiva é a média simples entre P2 e P3:
NFPD = (NPD2 + NPD3) ÷ 2
Usando os exemplos acima: (70 + 82) ÷ 2 = 76 pontos. Se essa média ficar abaixo de 60: eliminado.
Os erros que mais reprovam candidatos na discursiva da PGE-AL
Subestimar o peso da escrita na P2 e P3. Com 30% da nota reservados para correção gramatical, coerência e estrutura textual, candidatos que concentram a preparação apenas no conteúdo jurídico deixam uma fatia considerável de pontos em aberto. Em concursos competitivos, essa diferença define a classificação.
Escrever pouco por medo de errar. A fórmula de penalização divide os erros pelo número de linhas. Quanto mais linhas escritas com conteúdo relevante, menor o impacto proporcional de cada erro. Respostas curtas concentram o risco e desperdiçam espaço para demonstrar domínio jurídico.
Ignorar a microestrutura na preparação. Erros de morfossintaxe, pontuação, regência e ortografia têm custo real na nota. Não são “detalhes”: são pontos que saem da conta. O curso do Discursiva na Prática para a PGE-AL dedica um módulo inteiro a microestrutura, com os erros mais cobrados pela Cebraspe e casos reais de provas anteriores.
Conteúdo vago/genérico: Na correção de conteúdo da Cebraspe, o foco recai sobre a aderência objetiva do candidato ao que foi efetivamente solicitado no comando da questão, com base em um espelho de correção previamente definido. A banca costuma fragmentar a resposta em itens ou aspectos específicos, atribuindo pontuação proporcional ao grau de atendimento de cada um deles, o que exige do candidato precisão conceitual, completude e pertinência. Não basta abordar o tema de forma genérica: é necessário contemplar os elementos centrais esperados, muitas vezes com uso de terminologia técnica adequada e encadeamento lógico das ideias. Além disso, a Cebraspe tende a valorizar respostas que demonstrem domínio do conteúdo de forma direta e estruturada, evitando digressões, e pode adotar níveis intermediários de pontuação quando o candidato atende parcialmente aos critérios previstos no espelho.
Treinar sem feedback orientado ao padrão da banca. Praticar sem correção especializada significa repetir os mesmos erros até o dia da prova. As correções individualizadas do curso do DP analisam microestrutura, macroestrutura textual e conteúdo, com devolução em até cinco dias úteis.
O que tem no curso do Discursiva na Prática para a PGE-AL
O curso do Discursiva na Prática para a PGE-AL foi estruturado especificamente para os dois eixos de avaliação da Cebraspe neste concurso: o conteúdo jurídico e a técnica de redação. Os módulos incluem:
Análise do edital com foco na discursiva: leitura detalhada dos critérios de avaliação, fórmulas de desconto e regras de eliminação, em formato PDF.
Histórico de cobrança da Cebraspe: análise das questões e peças cobradas pela banca em provas anteriores para Procurador, com padrões identificados de cobrança por disciplina.
Microestrutura: o que a Cebraspe considera erro, casos reais de provas corrigidas, ortografia, morfossintaxe, propriedade vocabular, paralelismo, pontuação, crase, colocação pronominal, acentuação no Novo Acordo Ortográfico, dúvidas comuns (onde/aonde, a/há) e os quatro porquês.
Estrutura textual: apresentação, legibilidade, respeito às margens, indicação de parágrafos, organização das ideias, coerência na seleção e articulação de argumentos e emprego apropriado de mecanismos de coesão.
Técnicas para questões e parecer/peça: como estruturar respostas dissertativas no formato da Cebraspe, como organizar a peça judicial ou o parecer jurídico dentro do tempo disponível.
Dicas para as discursivas: como ganhar tempo no rascunho, como citar leis e seus artigos, como utilizar siglas, se vale colocar título e se vale aumentar o tamanho da letra.
Correção e pontuação da Cebraspe: como a banca corrigirá a prova discursiva e como funciona o sistema de pontuação com as fórmulas TRELi e TREL.
24 temas quentes com base no edital: 4 peças técnicas e 20 questões, todos com referencial teórico, quesitos avaliados e modelo de solução (gabarito), além de modelo de folha de resposta para treino realista.
Até 6 correções individualizadas: análise de microestrutura, macroestrutura textual e conteúdo, uma correção por vez, enviada sobre temas propostos no curso, com prazo de devolução de cinco dias úteis.
Prepare-se para a prova discursiva da PGE-AL com o DP
A prova discursiva é em 12 de julho de 2026. Discursiva jurídica de alto nível não se constrói com leitura passiva nem com treino esporádico: é o resultado de prática sistemática com feedback técnico orientado ao padrão específico da banca. O curso do Discursiva na Prática para a PGE-AL cobre os dois eixos que a Cebraspe avalia neste concurso, do conteúdo jurídico à técnica de escrita que responde por até 30% da nota da peça. Quem começa agora chega a julho com a escrita desenvolvida no formato certo.
