O concurso do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo reúne dois cargos com perfis bem diferentes: o de Escrevente Técnico Judiciário, que exige Ensino Médio e forma cadastro de reserva, e o de Oficial de Justiça, que exige curso superior em qualquer área e abre 132 vagas, além do cadastro de reserva. A remuneração é de R$ 6.782,54 para o Escrevente e de R$ 9.856,95 para o Oficial de Justiça, com auxílios para alimentação, saúde e transporte.
As inscrições vão de 28 de outubro a 10 de dezembro de 2026, e a prova está prevista para 14 de março de 2027, à tarde, mais de quatro meses depois da abertura do período de inscrição. Objetiva e discursiva acontecem na mesma sessão, com cinco horas de duração, e a banca é a Fundação Vunesp.
O formato da discursiva depende do cargo: uma redação dissertativo-argumentativa para o Escrevente e duas questões sobre os Conhecimentos Específicos para o Oficial de Justiça. Para treinar cada formato com temas inéditos, o curso do Discursiva na Prática para o TJ-SP tem 18 temas na versão de Escrevente e 20 na de Oficial de Justiça.
O que faz o TJ-SP e por que vale a pena disputar uma vaga
O TJ-SP se apresenta como o maior tribunal do mundo em volume de processos: segundo o próprio tribunal, as ações paulistas respondem por 25% de todos os processos pendentes na Justiça brasileira (dado do relatório Justiça em Números 2020). A estrutura é proporcional a esse volume: são 320 comarcas no estado, cerca de 2,5 mil magistrados, 360 desembargadores na segunda instância e aproximadamente 40 mil servidores.
O tribunal julga tudo o que não pertence às Justiças especializadas (Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar). Isso inclui ações cíveis, crimes comuns, família, infância e juventude, falência e recuperação judicial, registros públicos e execuções fiscais estaduais e municipais. Quem trabalha ali atua, portanto, no ponto em que conflitos de rotina da população e do poder público estadual e municipal viram processo.
O concurso é regionalizado. O Escrevente concorre nas circunscrições da 2ª à 10ª Região Administrativa Judiciária (RAJ), e o Oficial de Justiça, na Comarca de São Paulo (Capital) e nas circunscrições da 1ª à 10ª RAJ. Em ambos os casos, as provas são aplicadas na Comarca Sede de cada RAJ. As condições também chamam atenção: jornada de 40 horas semanais e vencimentos acompanhados de auxílios para alimentação, saúde e transporte. Os cursos de discursivas do DP para o TJ-SP consideram essa divisão por cargo, porque cada um tem um formato de prova diferente.
Ficha do concurso TJ-SP 2026
Dado | Informação oficial |
|---|---|
Órgão | Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) |
Banca organizadora | Fundação Vunesp |
Editais | Edital nº 02/2026 (Escrevente Técnico Judiciário, TJSP2607) e Edital nº 01/2026 (Oficial de Justiça, TJSP2602) |
Inscrições | 28/10/2026 a 10/12/2026 (vencimento do boleto em 11/12/2026) |
Taxa de inscrição | R$ 81,00 (Escrevente) e R$ 96,00 (Oficial de Justiça) |
Data das provas | 14/03/2027 (data prevista), período da tarde |
Aplicação da discursiva | No mesmo dia, horário e local da prova objetiva |
Duração | 5 horas para objetiva e discursiva |
Cidade de aplicação | Comarca Sede de cada Região Administrativa Judiciária |
Divulgação do gabarito | Prevista para 17/03/2027 |
Vagas | Escrevente: cadastro de reserva. Oficial de Justiça: 132 vagas e cadastro de reserva |
Remuneração | R$ 6.782,54 (Escrevente, valor de março/2026) e R$ 9.856,95 (Oficial de Justiça, valor de janeiro/2026) |
Jornada de trabalho | 40 horas semanais |
Cargos, requisitos e remuneração do concurso TJ-SP
São dois cargos, com exigências de escolaridade e remunerações distintas. Os requisitos são comprovados até a data da posse.
Cargo | Escolaridade | Abrangência | Vagas | Remuneração |
|---|---|---|---|---|
Escrevente Técnico Judiciário | Ensino Médio concluído | 2ª à 10ª RAJ | Cadastro de reserva | R$ 6.782,54 |
Oficial de Justiça | Curso superior em qualquer área, em instituição reconhecida pelo MEC | Capital e 1ª à 10ª RAJ | 132 vagas e cadastro de reserva | R$ 9.856,95 |
O Escrevente executa atividades de organização dos serviços de suporte técnico e administrativo às unidades do Tribunal, dá andamento a processos judiciais e administrativos, atende ao público interno e externo, elabora e confere documentos, controla a guarda do material de expediente e se mantém atualizado quanto à legislação e às normas internas.
O Oficial de Justiça executa as tarefas de citações, prisões, penhoras, arrestos e demais diligências do ofício, lavra nos autos toda ocorrência e deliberação e cumpre as determinações do juiz a que estiver subordinado, dando-lhe auxílio, cobertura e apoio. Essas atribuições importam para a prova, porque a discursiva do cargo é voltada a elas.
Quanto vale cada etapa da prova do TJ-SP
Etapa | Escrevente Técnico Judiciário | Oficial de Justiça |
|---|---|---|
Prova objetiva | 70 questões de múltipla escolha, de 0 a 10 pontos | 70 questões de múltipla escolha, de 0 a 10 pontos |
Caráter da objetiva | Eliminatória e classificatória | Eliminatória e classificatória |
Prova discursiva | 1 redação, de 0 a 40 pontos | 2 questões, de 0 a 40 pontos |
Caráter da discursiva | Somente eliminatória | Somente eliminatória |
Nota mínima na discursiva | 24 pontos (ampla concorrência) ou 19,2 pontos (vagas reservadas) | 24 pontos (ampla concorrência) ou 19,2 pontos (vagas reservadas) |
Mínimo na objetiva | 50% das questões dos blocos I e II e nota 5 no conjunto dos três blocos | 50% das questões dos blocos I e II e nota 5 no conjunto dos três blocos |
As vagas reservadas valem para candidatos negros, indígenas, quilombolas e com deficiência. Na objetiva, o bloco III (Conhecimentos Gerais) tem apenas caráter classificatório.
Peso da discursiva no TJ-SP: ela não classifica, mas elimina
No TJ-SP, a nota da discursiva não entra na classificação. Quem escreve 40 pontos não sobe nenhuma posição em relação a quem escreve 24: a ordem da lista sai da objetiva. O que a discursiva faz é cortar. Abaixo de 24 pontos, que equivalem a 60% dos 40 possíveis, o candidato está fora do concurso, ainda que tenha ido muito bem nas 70 questões. Para as vagas reservadas, o corte de 19,2 pontos equivale a 48%.
Essa lógica muda o treino: o objetivo é cruzar a linha dos 24 pontos com folga. Nos planos com correção do Discursiva na Prática para o TJ-SP, a avaliação individual mostra onde o seu texto ainda perde pontos antes do dia da prova.
Como será a prova discursiva do TJ-SP
A discursiva é aplicada no mesmo dia, horário e local da objetiva, dentro das cinco horas que a prova inteira ocupa. Como o tempo é um só, parte dele precisa ser reservada para planejar, escrever e revisar o texto definitivo, além de preencher a folha de respostas da objetiva. O rascunho é facultativo e nunca é corrigido.
Redação do Escrevente Técnico Judiciário
O Escrevente produz uma redação dissertativo-argumentativa em prosa, a partir de uma proposta e de textos auxiliares. É preciso defender um ponto de vista, organizar os argumentos e escrever de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. O edital não fixa um número máximo de linhas: vale o espaço da folha definitiva. Também não exige proposta de intervenção na conclusão, e o título não é considerado na avaliação.
Cada redação é avaliada por dois examinadores independentes. Se houver discrepância nas notas, um terceiro examinador reavalia o texto, e, persistindo a diferença, a prova segue para os coordenadores da banca. A escrita deve ser feita com caneta de tinta preta ou azul-escura.
Questões discursivas de Oficial de Justiça
O Oficial de Justiça responde a duas questões sobre os Conhecimentos Específicos do Anexo VIII, voltadas às atribuições do cargo e à capacidade de leitura e compreensão. Não há número máximo de linhas no capítulo de julgamento: respeite o espaço da folha definitiva. O Anexo VIII reúne Direito Penal e Processual Penal, Direito Processual Civil, Direito Constitucional e Administrativo, Direito Civil e legislação especial e normas judiciais, como execução fiscal, a Resolução CNJ 354/2020, a Lei paulista 11.608/2003 e trechos das Normas Judiciais da Corregedoria.
A discursiva se limita aos Conhecimentos Específicos: as demais matérias da objetiva não devem ser tomadas, por si só, como conteúdo das duas questões.
O que a Vunesp cobra de diferente na discursiva
Na redação, a Vunesp pede um texto autônomo, que se entenda sem a coletânea na mão. Por isso, o uso de primeira pessoa do singular e de segunda pessoa pode ser penalizado, assim como a referência direta à situação de prova (como “o autor do primeiro texto afirma” ou “como solicitado nesta proposta”). O repertório também só ajuda quando sustenta a tese: citar pensadores, obras ou teorias sem ligação com o tema reduz a nota em vez de aumentá-la.
Nas questões do Oficial de Justiça, o ponto sensível é outro: a Vunesp zera a questão cuja resposta, ainda que possível, não se coadune de forma imediata à proposta. Não basta conhecer a regra: é preciso responder exatamente ao que o comando pede. Quem treina com o curso de discursivas para o TJ-SP pratica as duas exigências, cada uma no formato do seu cargo.
Como a Vunesp corrige a discursiva do TJ-SP
Na redação do Escrevente, a grade tem quatro critérios. Tema verifica se o texto atende ao recorte proposto e mantém o foco. Estrutura e coerência avalia se há tese defendida com clareza, introdução, desenvolvimento e conclusão, e se a conclusão decorre do que foi argumentado. Língua examina registro formal, concordância, regência, ortografia, acentuação, pontuação e precisão vocabular. Coesão observa conectivos, retomadas, divisão em parágrafos e a ausência de períodos soltos.
O edital não divulga a pontuação de cada critério, mas fixa penalidades que podem ser traduzidas em pontos. Redações com 20 linhas ou menos não alcançam a nota máxima em Língua e em Coesão. Redações com 15 linhas ou menos ainda perdem um ponto em cada um desses dois critérios.
Nas questões do Oficial de Justiça, a banca avalia a precisão do conhecimento, a clareza, a coerência, a objetividade, a organização do texto, a análise e a síntese dos fatos, a correção gramatical e a capacidade de interpretação e exposição. O edital também não divide os 40 pontos por critério ou por questão. Se uma questão ou parte dela for anulada, o valor é redistribuído às demais.
Em números, 24 de 40 pontos equivalem a 60% de aproveitamento, e 19,2 equivalem a 48%. Como a pontuação sai do que cada resposta cobre, o treino útil é aprender a identificar o que o comando pede e cobrir todos os pontos. Esse é o raciocínio dos quesitos de cada tema no curso do DP para o TJ-SP.
Erros que mais reprovam na discursiva da Vunesp
O edital é específico sobre o que zera ou desconta pontos. Na redação do Escrevente, recebe nota zero o texto que foge ao tema ou ao gênero, que tem sete linhas ou menos (sem contar o título), que tem menos de oito linhas autorais contínuas, que é composto predominantemente por cópia dos textos da coletânea ou de materiais da internet, ou que é idêntico ou muito semelhante a outra redação do concurso ou de qualquer outro. Também zeram a identificação do candidato, a escrita fora do espaço reservado, a letra ilegível e a escrita a lápis ou com tinta diferente de preta ou azul-escura.
Há ainda os erros que derrubam a nota sem zerar. A redação com trechos copiados da coletânea, ou com predominância de paráfrase, tem a nota final diminuída drasticamente, com pontuação mínima em Estrutura, Língua e Coesão. O mesmo vale para trechos reproduzidos de modelos prontos de redação, e a predominância de modelos prontos anula a prova. Conclusões que não decorrem dos argumentos, contradições e falta de desenvolvimento também pesam contra o critério de estrutura.
Nas questões do Oficial de Justiça, recebe zero a questão que apresenta resposta inadequada ao solicitado, identificação do candidato, sinais de corretivo ou de caneta marca-texto, resposta em branco, texto não articulado verbalmente, língua diferente do português, letra ilegível ou texto definitivo fora do espaço. A prova inteira recebe zero se estiver faltando folhas. Trechos rasurados, ilegíveis, fora do espaço ou escritos a lápis ou com tinta diferente de preta ou azul-escura são considerados não escritos.
Quantas provas discursivas serão corrigidas no TJ-SP
Passar na objetiva não garante que a discursiva será lida. Na Lista Geral, só tem a discursiva corrigida quem fica dentro do limite da circunscrição escolhida, na ordem da nota da objetiva, e os empatados na última posição entram. Os demais candidatos da Lista Geral são excluídos do concurso. Veja alguns exemplos:
Circunscrição (Lista Geral) | Escrevente | Oficial de Justiça |
|---|---|---|
São Paulo (Capital) | Não se aplica | 100 |
Campinas | 140 | 30 |
Santos | 110 | 25 |
Ribeirão Preto | 110 | 15 |
Jundiaí | 100 | 15 |
Sorocaba | 75 | 8 |
São José dos Campos | 70 | 8 |
Americana | 60 | 20 |
Osasco, Guarulhos, Mogi das Cruzes e Itapecerica da Serra (cada uma) | Não se aplica | 35 |
Modalidade de concorrência | Quem tem a discursiva corrigida |
|---|---|
Ampla concorrência (Lista Geral) | Habilitados na objetiva dentro do limite da circunscrição, incluídos os empatados na última posição |
Pessoas com deficiência (PcD) | Todos os habilitados na objetiva |
Candidatos negros | Todos os habilitados na objetiva |
Candidatos indígenas | Todos os habilitados na objetiva |
Candidatos quilombolas | Todos os habilitados na objetiva |
Os limites variam muito. Entre as circunscrições do Escrevente, vão de 15 a 140 candidatos; entre as do Oficial de Justiça, de 8 a 100, sendo 100 só na Capital. Na prática, a objetiva é quem decide se a sua discursiva será lida, e, quando ela é lida, vale o corte de 24 pontos na ampla concorrência (19,2 nas vagas reservadas). Essa tabela não substitui a completa: consulte o Capítulo XI, item 1, nas páginas 34 a 36 do edital do Escrevente e 35 a 37 do edital do Oficial de Justiça.
Quem pretende chegar a essa etapa pode estruturar a rotina de escrita desde já. O curso do Discursiva na Prática permite começar o treino antes mesmo do resultado da objetiva.
O que tem no curso de discursivas para o TJ-SP
O curso do Discursiva na Prática para o TJ-SP tem duas versões, uma para cada formato de prova. A de Escrevente Técnico Judiciário reúne 18 temas de redação dissertativo-argumentativa, selecionados no padrão Vunesp. A de Oficial de Justiça reúne 20 questões discursivas, que equilibram a prática de diligências e a base jurídica do Anexo VIII.
Cada tema traz referencial teórico, quesitos avaliados e modelo de solução. A experiência de mais de 4 mil correções de discursivas e de centenas de recursos orienta a forma como o curso mostra onde os pontos são perdidos e ganhos. Para a prática de escrita, há três planos:
Plano | Correções individualizadas | Valor |
|---|---|---|
Com 6 correções | 6 | R$ 597,00 |
Com 3 correções | 3 | R$ 447,00 |
Sem correção | 0 | R$ 297,00 |
Como treinar para a discursiva do TJ-SP?
O treino da discursiva do TJ-SP muda conforme o cargo, e nos dois casos o ponto de partida é o tema inédito. Em vez de escrever sobre assuntos que você já conhece de provas antigas, você enfrenta uma proposta nova e precisa decidir, na hora, o que dizer e como organizar.
Para o Escrevente, treine a construção da tese. A Vunesp compara as redações com modelos prontos disponíveis em fontes públicas e com os textos de outros candidatos, e anula ou penaliza o que reproduz um modelo. Treinando com temas inéditos, você não tem texto para decorar e pratica o que a prova pede: tomar posição sobre um assunto de interesse geral, escolher um repertório que realmente sustente a tese e fechar com uma conclusão que decorre dos argumentos. Como a proposta não depende do programa de Direito da objetiva, o treino que vale é o de montar argumentação sobre um assunto novo, sempre com a linha dos 24 pontos em mente.
Para o Oficial de Justiça, treine a aplicação da norma ao caso. A Vunesp zera a resposta que não se coadune de forma imediata à proposta, e o bom texto apresenta a regra aplicável e sua consequência para a situação proposta. Uma questão inédita obriga você a escolher, entre as áreas do Anexo VIII, a norma que realmente resolve o caso e a responder só o que foi perguntado. É um treino diferente de revisar conteúdo: simula o raciocínio de quem cumpre um mandado e precisa fundamentar o que fez. As 20 questões do curso para Oficial de Justiça seguem essa lógica, equilibrando diligências e base jurídica. Na versão de Escrevente, são 18 temas no padrão Vunesp, também inéditos.
Como funciona cada tema: referencial teórico, quesitos avaliados e modelo de solução
Cada tema do Discursiva na Prática para o TJ-SP funciona como um ciclo de estudo, e não como um enunciado solto. O referencial teórico reúne o conteúdo que embasa o texto, de modo que o argumento nasce de conhecimento, e não de improviso. Os quesitos avaliados espelham o que a banca vai procurar na resposta e servem de régua para conferir o próprio texto ponto a ponto.
O modelo de solução mostra como esses quesitos viram um texto completo, e permite comparar a estrutura, a ordem dos argumentos e o aproveitamento do espaço com o que você escreveu. Nos planos com correção, o ciclo se fecha com a avaliação individual do seu texto, que mostra o que a comparação sozinha não revela.
Comece a treinar para a discursiva do TJ-SP
A discursiva do TJ-SP não soma pontos na classificação, mas elimina quem não alcança 24 de 40. O Escrevente enfrenta uma redação que a Vunesp lê como um texto autônomo, e o Oficial de Justiça enfrenta duas questões que só valem se respondidas exatamente ao que o comando pede. Escolha a versão do seu cargo, compare os planos com 6 correções, 3 correções ou sem correção e comece pelo curso de discursivas do Discursiva na Prática para o TJ-SP.
