O concurso da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) abre 60 vagas para Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas (APOFP), distribuídas em três áreas com 20 vagas cada: Orçamento e Finanças Públicas, Contabilidade Pública e Ciência de Dados e Tecnologia da Informação.
A remuneração inicial é de R$ 11.359,50, o cargo aceita curso superior em qualquer área e a prova, aplicada pela FCC, está marcada para 20 de dezembro de 2026, cerca de onze semanas depois da publicação do edital, em 2 de outubro. Com esse intervalo, a etapa escrita precisa entrar no plano de estudos desde já, e é nela que se concentra o curso de discursiva do Discursiva na Prática para a SEFAZ-SP.
O que é a SEFAZ-SP e por que vale disputar uma vaga
A Secretaria da Fazenda e Planejamento é o órgão do Governo do Estado de São Paulo que cuida da política tributária, da administração tributária e da gestão contábil e financeira do Tesouro estadual, além de conduzir o planejamento e o orçamento do Estado: plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais. A estrutura da Secretaria reúne subsecretarias dedicadas à Receita Estadual, ao Tesouro Estadual, ao Planejamento e ao Orçamento, e a pasta também acompanha a situação econômico-financeira de fundações, empresas estatais e autarquias do Estado.
O APOFP é a carreira que atua no centro desse ciclo. Pelo art. 3º da Lei Complementar nº 1.034/2008, reproduzido no Anexo I do edital, o analista formula o planejamento estratégico estadual, o PPA, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, gerencia o processo de planejamento e orçamento, acompanha a programação financeira do Estado e presta orientação técnico-normativa sobre a execução orçamentária e financeira. Cabe a ele ainda realizar perícias sobre atos e fatos da administração orçamentária, financeira e patrimonial, para gerar informações que sustentem decisões estratégicas, e assistir os sistemas de planejamento e orçamento, administração financeira, contabilidade, controle interno, despesa de pessoal e modernização.
O edital também descreve o perfil profissional esperado: análise e pensamento crítico, visão estratégica e sistêmica, resolução de problemas e tomada de decisões, comunicação eficaz e transformação digital, entre outras competências. Para quem escolhe a carreira, o atrativo está na combinação de atribuições que vão da formulação do orçamento à análise contábil, jornada de 40 horas semanais e validade do concurso de dois anos, prorrogável por igual período. Para quem se prepara, vale notar que essas mesmas atribuições são o pano de fundo da discursiva: o edital define a questão como pertinente às atribuições do cargo.
Ficha técnica do concurso SEFAZ-SP APOFP 2026
Dado | Informação |
|---|---|
Órgão | Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP) |
Banca | Fundação Carlos Chagas (FCC) |
Cargo | Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas (APOFP) |
Edital | nº 01/2026, de 1º de outubro de 2026, publicado em 02/10/2026 |
Vagas | 60, sendo 20 por área (em cada área, 19 de ampla concorrência e 1 reservada a candidatos com deficiência) |
Escolaridade | Curso superior em qualquer área de conhecimento |
Inscrições | 05/10/2026 a 03/11/2026 |
Data da prova discursiva | 20/12/2026 (domingo) |
Aplicada junto com a objetiva? | Sim: no mesmo dia e período da P2 (Conhecimentos Específicos), à tarde |
Duração | 4 horas pela manhã (P1) e 4 horas à tarde (P2 + P3) |
Cidade de prova | São Paulo/SP |
Remuneração inicial | R$ 11.359,50 (salário somado ao Prêmio de Incentivo à Qualidade, variável, no valor máximo) |
Jornada | 40 horas semanais |
Áreas do cargo de APOFP e remuneração
O edital oferece um único cargo com três áreas de conhecimento, todas com a mesma remuneração inicial de R$ 11.359,50:
- A01, Orçamento e Finanças Públicas: 20 vagas (19 de ampla concorrência e 1 para candidatos com deficiência).
- B02, Contabilidade Pública: 20 vagas (19 de ampla concorrência e 1 para candidatos com deficiência).
- C03, Ciência de Dados e Tecnologia da Informação: 20 vagas (19 de ampla concorrência e 1 para candidatos com deficiência).
A escolha da área define a P2, a objetiva de conhecimentos específicos. A discursiva, porém, versa sobre o conteúdo de Conhecimentos Básicos, comum às três áreas.
Quanto vale cada etapa da prova da SEFAZ-SP
Etapa | Conteúdo | Pontuação máxima | Mínimo | Peso no total |
|---|---|---|---|---|
P1, objetiva | 80 questões de conhecimentos básicos (pesos 1 e 2) | 112 | 45 | 29,3% |
P2, objetiva | 40 questões de conhecimentos específicos da área (peso 3) | 120 | 48 | 31,4% |
P3, discursiva | 1 estudo de caso interdisciplinar | 120 | 48 | 31,4% |
Títulos (classificatória) | Doutorado, mestrado e especialização lato sensu (360h ou mais) | 30 | Não se aplica | 7,9% |
Total | 382 |
Para ser habilitado, o candidato precisa cumprir quatro condições ao mesmo tempo: 45 pontos na P1, 48 pontos na P2, 48 pontos na P3 e 116 pontos na soma das duas objetivas. Os títulos são exclusivamente classificatórios e não compensam falta de pontos nas provas.
Peso da discursiva no concurso da SEFAZ-SP
Em número de pontos, a discursiva vale 120 pontos, a mesma pontuação máxima da P2 (40 questões de peso 3) e mais do que a da P1 (112 pontos, com 80 questões). Como tudo está concentrado em um único estudo de caso, cada ponto pesa muito. Há ainda um mínimo próprio: quem fizer menos de 48 pontos na discursiva é eliminado, mesmo com ótimas notas nas objetivas, porque o edital exige o cumprimento de todos os mínimos ao mesmo tempo. E o texto só será corrigido se você estiver entre os habilitados classificados até a 200ª posição da sua área (cada área tem 20 vagas), além dos candidatos com deficiência habilitados. Ou seja, são duas exigências que precisam ser cumpridas juntas: uma boa posição nas objetivas para ter o texto lido e, depois, os 48 pontos para seguir no concurso.
O tempo também pesa. A P3 divide as 4 horas da tarde com as 40 questões da P2, então o estudo de caso precisa caber numa fatia do período. Uma referência de treino é fechar a resposta em até 1h30, cronometrando desde a leitura do caso. É esse tipo de simulação que o treino de discursiva para a SEFAZ-SP propõe desde as primeiras aulas.
Como será a prova discursiva da SEFAZ-SP
A P3 é composta por uma questão na modalidade estudo de caso, de caráter interdisciplinar, com limite de 30 linhas e sem mínimo estabelecido. O texto deve ser escrito com caneta esferográfica de material transparente, tinta preta ou azul. O rascunho é facultativo e nunca é considerado na correção, e não há consulta a livros, códigos, manuais ou anotações.
O conteúdo vem do bloco de Conhecimentos Básicos: Administração Geral, Administração Pública e Auditoria Governamental; Direito Administrativo; Direito Constitucional; Economia; Administração Financeira e Orçamentária; Direito Financeiro e Finanças Públicas; Contabilidade Geral e Pública; Fluência de Dados; Matemática Financeira e Estatística; e Língua Portuguesa.
Como a FCC cobra o estudo de caso
O edital é direto sobre o que será medido: a capacidade de interpretar o caso prático e de propor uma solução. E acrescenta que a mera citação de legislação ou de definições específicas não é valorada por si só. Na prática, quem despeja artigos e conceitos sem aplicá-los ao problema apresentado perde pontos justamente onde acredita estar seguro. Por ser interdisciplinar, o caso pode pedir que mais de um assunto do conteúdo básico apareça na mesma resposta, dentro de apenas 30 linhas. A análise do edital e o histórico de cobrança da FCC em estudos de caso fazem parte do curso do Discursiva na Prática para a SEFAZ-SP.
Como a FCC corrige a prova discursiva
A correção considera quatro critérios: domínio de conteúdo dos temas abordados, experiência prévia do candidato, adequabilidade às atribuições do cargo e correção gramatical, esta última pelas normas do Acordo Ortográfico em vigor. O edital não divulga distribuição fixa de pontos por critério nem fórmula de desconto por erro gramatical: a grade de correção, com a abordagem esperada e a pontuação obtida, é divulgada na vista da prova. Pela análise do DP, o que mais move a nota é o acerto do conteúdo, e os descontos gramaticais não costumam ter peso elevado, o que justifica priorizar a prática de muitos temas.
Como o corte de 48 pontos é eliminatório, vale um exemplo com as regras do edital. Imagine um candidato com 50 pontos na P1 e 66 na P2: ele cumpre os mínimos individuais e soma exatamente 116 pontos nas objetivas, o necessário. Se a discursiva sair com 47 pontos, fica eliminado, a um ponto de distância dos 48. Já com 48 pontos, segue no concurso e a nota entra na classificação.
Erros que mais custam pontos no estudo de caso da SEFAZ-SP
O edital lista com precisão o que derruba uma discursiva. Fugir ao tema proposto zera a prova. A nota também é reduzida proporcionalmente quando a abordagem é tangencial, parcial ou diluída em divagações, ou quando há colagem de trechos dos textos e das questões apresentados nas provas. A reprodução de trechos de fontes públicas ou do caderno de prova pode levar à redução drástica da nota, e ultrapassar as 30 linhas implica perda de pontos.
Os demais casos de nota zero são formais: texto não articulado verbalmente (apenas desenhos, números, palavras soltas ou versos), escrita fora do local apropriado, qualquer sinal que identifique o candidato, folha em branco, letra ilegível ou incompreensível e não atendimento aos requisitos da grade de correção.
Para ir além da lista do edital, o Discursiva na Prática reserva um módulo ao que mais de 4 mil correções ensinam sobre os principais erros de provas discursivas.
Quantas provas discursivas serão corrigidas no concurso da SEFAZ-SP
Ser habilitado nas objetivas é a primeira condição, mas não basta: a discursiva só é corrigida para quem também estiver dentro do limite de classificação previsto no edital, com os empates na última posição respeitados.
Área de conhecimento | Ampla concorrência | Candidatos com deficiência | Pretos, pardos ou indígenas |
|---|---|---|---|
A01, Orçamento e Finanças Públicas | Habilitados nas objetivas e classificados até a 200ª posição | Todos os habilitados | Sistema de pontuação diferenciada considerado na classificação |
B02, Contabilidade Pública | Habilitados nas objetivas e classificados até a 200ª posição | Todos os habilitados | Sistema de pontuação diferenciada considerado na classificação |
C03, Ciência de Dados e Tecnologia da Informação | Habilitados nas objetivas e classificados até a 200ª posição | Todos os habilitados | Sistema de pontuação diferenciada considerado na classificação |
Na prática, são 200 candidatos corrigidos por área para 20 vagas, mais todos os candidatos com deficiência habilitados. Atingir as notas mínimas das objetivas, sozinho, não garante a correção do texto: é preciso cumprir os critérios de habilitação e ficar dentro do limite. Quem não atende a essas condições é eliminado do concurso, e o resultado traz apenas os habilitados. Por isso, a preparação da discursiva deve correr em paralelo com a das objetivas, e não depois delas.
Como treinar para o estudo de caso da SEFAZ-SP
O estudo de caso é uma situação-problema: o candidato recebe um caso ligado às atribuições do APOFP, precisa interpretá-lo e propor uma solução, e o edital avisa que citar legislação e definições, sozinhas, não pontua. Treinar só com provas antigas leva ao hábito oposto: reconhecer uma resposta que já foi construída por outra pessoa. Treinar com um tema inédito coloca você diante de um caso que nunca viu, exatamente a condição em que a prova de 20 de dezembro será feita.
Há um segundo motivo, ligado à interdisciplinaridade. Em 30 linhas, é preciso decidir quais disciplinas do conteúdo básico entram na solução e em que ordem: orçamento, contabilidade, direito financeiro, economia, dados. Essa decisão só se treina com casos novos, nos quais nada indica de antemão qual disciplina vai puxar a resposta. Por isso, os 20 temas inéditos do curso para a SEFAZ-SP foram elaborados com foco no edital deste concurso.
O que compõe cada tema do curso
Cada tema funciona como um ciclo de treino. Primeiro, o referencial teórico reúne o conteúdo que sustenta a resposta, de modo que a escrita parta de base segura, e não de memória solta. Depois de redigir o texto no tempo e no limite de linhas da prova, você confere os quesitos avaliados, que seguem a lógica da grade de correção que a FCC divulga na vista da prova: o que a banca espera que apareça, e não apenas o tema geral.
Por fim, o modelo de solução (gabarito) serve de comparação direta com o seu próprio texto. Você enxerga o que faltou, o que sobrou e como o raciocínio poderia ter sido organizado nas 30 linhas. Quem opta por um dos planos com correção soma a esse ciclo a avaliação individual do texto, feita pelo Discursiva na Prática.
O que tem no curso de discursiva para a SEFAZ-SP do DP
O curso do Discursiva na Prática para o concurso da SEFAZ-SP cobre todas as áreas do APOFP e organiza a preparação nos seguintes módulos:
- Análise do edital (foco na discursiva)
- Histórico de cobrança da FCC em estudos de caso
- Como a banca avalia sua discursiva
- Microestrutura: os principais erros de português
- Estrutura textual para estudo de caso
- Técnicas para responder estudos de caso
- O que mais de 4 mil correções ensinam sobre os principais erros de provas discursivas
- O que centenas de recursos revelam sobre como perder e ganhar pontos na discursiva
- Dicas para as discursivas: rascunho eficiente, citação de leis e artigos, siglas, título, letra
- 20 temas inéditos para praticar, elaborados com foco no edital
A prática pode ser feita sem correção, com 3 correções ou com 6 correções individualizadas, para quem quer o texto avaliado antes de chegar à sala de prova.
Prepare sua discursiva para o concurso da SEFAZ-SP
Com a prova em 20 de dezembro e uma única questão valendo 120 pontos (e uma barreira de 48), a discursiva da SEFAZ-SP merece treino específico, com casos novos, tempo cronometrado e comparação com um modelo de solução. Conheça o curso e escolha o plano que combina com a sua rotina.
Curso de discursiva SEFAZ-SP no DP
